Acordo EUA e Irã: Teerã exige liberação de bilhões e Trump anuncia fim de bloqueio naval no Estreito de Ormuz

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Por Redação Mundo | Atualizado em junho de 2026 

As tensões geopolíticas no Oriente Médio ganharam um novo capítulo neste domingo (14). Em um desdobramento crucial para o mercado energético e a diplomacia internacional, os governos dos Estados Unidos e do Irã avançaram em direção a um acordo provisório de paz. O pacto, viabilizado pela mediação do primeiro-ministro do Paquistão, Shebaz Sharif, tem previsão de assinatura formal para a próxima sexta-feira (19), sob as diretrizes do chamado Memorando de Entendimento de Islamabad.

Por meio de suas redes sociais na Truth Social, o presidente americano Donald Trump confirmou a suspensão das sanções marítimas na região. O chefe do Executivo dos EUA declarou ter determinado a desmobilização das forças americanas que barravam o fluxo comercial na área.

"Autorizo, por meio deste, a abertura totalmente livre do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos", publicou o presidente, complementando com uma convocação ao mercado de commodities: "Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!"

Exigências do Irã e os três compromissos de Washington

Apesar do tom otimista de Washington, o governo iraniano adota uma postura de cautela e condiciona a continuidade do diálogo ao cumprimento de termos estritos. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, manifestou-se por meio dos canais de comunicação oficiais de Teerã, deixando claro que o avanço do cronograma de reuniões dependerá de contrapartidas práticas da Casa Branca.

De acordo com o vice-chanceler iraniano, o início de um ciclo de discussões técnicas de 60 dias sobre o programa nuclear está atrelado à efetivação de três medidas essenciais por parte dos norte-americanos:

  • Fim definitivo das operações militares e suspensão formal do estado de guerra;

  • Extinção completa e imediata do bloqueio naval no Golfo Pérsico;

  • Descongelamento e repatriação de bilhões de dólares pertencentes aos fundos iranianos retidos no exterior.

Próximos passos e diplomacia na Suíça

Gharibabadi enfatizou que o início dos trabalhos dos comitês técnicos está estritamente subordinado à auditoria iraniana sobre as contrapartidas financeiras prometidas pelos EUA.

Enquanto os arranjos iniciais foram costurados em discussões preliminares na noite passada, a próxima fase da resolução diplomática migrará para território neutro. Após a assinatura do documento em Islamabad, delegações de ambas as nações devem se reunir na Suíça. O objetivo das novas rodadas de conversação em solo europeu será traçar o escopo de atuação dos grupos de trabalho bilaterais e desenhar as bases para um tratado permanente.

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