A evolução tecnológica nos conflitos modernos eliminou a barreira de segurança dos pilotos remotos; especialistas apontam que combatentes enfrentam os mesmos riscos da infantaria na linha de frente.
Atualmente, a tecnologia de veículos aéreos não tripulados (VANTs) sustenta a espinha dorsal da estratégia defensiva de Kiev. Por esta razão, os batalhões russos têm focado os seus recursos em neutralizar estes pilotos antes mesmo de atacarem outros alvos militares tradicionais.
Da Tecnologia ao Combate Direto
De acordo com Dmytro Zhluktenko, analista do 413º Regimento de Sistemas Não Tripulados e ex-operador, o perigo enfrentado por estas equipas é extremo. Zhluktenko detalha que a função exige proximidade geográfica e, frequentemente, resulta em confrontos armados diretos.
"Em diversos cenários, os nossos operadores precisam recorrer ao armamento leve e entrar em combate direto, exatamente como a infantaria tradicional. Na prática, transformaram-se numa infantaria armada com drones", explicou o analista.
Ofensiva Total contra Operadores
Sob condição de anonimato, fontes militares ucranianas confirmaram que o exército de Moscovo emprega poder de fogo desproporcional assim que uma unidade de controle é detetada. Ao localizar a origem dos sinais ou a posição geográfica dos operadores, as forças russas mobilizam toda a artilharia e armamento disponível para eliminar a ameaça imediatamente.
Além do perigo físico iminente gerado pelos bombardeamentos direcionados, o impacto na saúde mental destes combatentes é severo. Taras Berezovets, responsável pelo departamento de cooperação militar das Forças de Defesa Territorial da Ucrânia, enfatizou que, além da pressão tática, estes especialistas partilham do mesmo nível de exaustão e traumas psicológicos sofridos pelos soldados que atuam nas trincheiras da linha de frente.