Parceria comercial com a China impulsiona os resultados do comércio exterior do Brasil, aponta novo relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)
Por Redação Economia | Atualizado em 18 de junho de 2026
As exportações do Brasil fecharam o primeiro trimestre de 2026 com um avanço de 7,1%. O desempenho positivo foi fortemente sustentado pelo aumento do comércio com o mercado chinês, de acordo com o mais recente relatório divulgado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O estudo revela ainda que a América Latina, como um todo, vive um momento de valorização no preço de suas commodities, alcançando uma expansão de 15,7% no período.
O Efeito China no Comércio Exterior Brasileiro
O gigante asiático consolidou sua posição como o principal parceiro econômico do Brasil no início deste ano. Os embarques de mercadorias brasileiras rumo à China deram um salto de 21,1% nos primeiros três meses de 2026, quando comparados ao mesmo intervalo do ano passado.
Além do mercado chinês, o Brasil expandiu suas vendas para outras regiões estratégicas:
União Europeia: alta de 12,1%;
Demais países da Ásia: crescimento de 5,5%;
América Latina: avanço de 4,8%.
Em contrapartida à tendência de alta global, as remessas de produtos brasileiros para os Estados Unidos registraram uma retração expressiva de 18,7% no trimestre.
Commodities em Alta: Ouro e Cobre Lideram os Ganhos
A pauta de exportações brasileira foi impulsionada por minérios e combustíveis. Entre as principais mercadorias que registraram valorização e crescimento percentual, destacam-se:
Ouro: alta expressiva de 63,9%;
Cobre: crescimento de 26,8%;
Petróleo (óleo bruto): avanço de 12,8%;
Soja: acréscimo de 10,2%;
Minério de Ferro: evolução de 5,7%.
Por outro lado, o agronegócio enfrentou retração em duas frentes de peso: o açúcar despencou 24,2% e o café recuou 21,1%. Segundo a análise do BID, a baixa no setor cafeeiro ocorre após um ciclo de expansão "extraordinário" de 39% observado em 2025, configurando uma correção natural de mercado.
Desempenho Regional e a Relevância Global da Ásia
A dinâmica comercial de toda a América Latina (incluindo a América Central) demonstrou forte tração externa, com crescimento distribuído entre seus principais parceiros: as exportações latino-americanas para a China subiram 24,5%, para o resto da Ásia avançaram 24,4%, para a Europa subiram 18,6% e para os Estados Unidos registraram alta de 13,7%.
Especificamente na América do Sul, o continente asiático foi o verdadeiro motor do desenvolvimento comercial, respondendo por cerca de 70% de todo o crescimento regional reportado no trimestre. No bloco sul-americano, as vendas para a China cresceram 23,3%, enquanto os negócios com os demais países asiáticos subiram 22,3%. O BID conclui que, embora as exportações para a Europa e EUA também tenham avançado no cômputo geral da América Latina, o impacto dessas regiões foi consideravelmente menor se comparado ao volume movimentado pelos portos asiáticos.
