Segunda fase da Operação Disclosure cumpre mandados em SP e RJ contra lideranças ligadas à gigante do retalho por suspeitas de fraude fiscal e associação criminosa.
Nesta nova mobilização, agentes federais estão a cumprir nove ordens judiciais de busca e apreensão distribuídas estrategicamente entre as capitais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Informações de bastidores indicam que grandes investidores e figuras de peso do ecossistema da empresa, incluindo os empresários Jorge Paulo Lemann e Beto Sicupira, estão no foco direto das diligências em curso.
Por determinação expressa da Justiça Federal do Rio de Janeiro, foi imposta uma medida cautelar de congelamento e confisco de ativos financeiros pertencentes aos envolvidos. O teto do bloqueio judicial atinge a marca histórica de R$ 54 bilhões, montante que corresponde ao prejuízo global projetado pelas manobras fraudulentas na companhia.
De acordo com as notas oficiais emitidas pela corporação, os indícios recolhidos sinalizam que o grupo investigado operava com plena consciência das irregularidades contabilísticas efetuadas ao longo de vários períodos comerciais. Entre as práticas delituosas identificadas estão a simulação de operações financeiras de "risco sacado" e a inserção em balanços de verbas publicitárias cooperadas sem qualquer contrapartida ou suporte real de capital.
As autoridades criminais reforçam que as evidências recolhidas apontam para a prática sistemática de manipulação de mercado financeiro, além da constituição de associação criminosa dedicada à ocultação de dados.
Até ao momento da publicação deste artigo, os canais de imprensa continuam a tentar contactar os representantes legais e as equipas de defesa de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e dos restantes visados na ação judicial. O espaço permanece disponível para a integração de esclarecimentos formais por parte dos envolvidos.