Caso Master: Sem acordo de delação, Daniel Vorcaro pode retornar a presídio comum por decisão do STF

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Polícia Federal rejeitou a segunda proposta apresentada pela defesa do fundador do Banco Master; decisão final cabe agora à PGR sob a relatoria do ministro André Mendonça.

Por Redação Justiça | Atualizado em junho de 2026 

O futuro jurídico do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ganha novos capítulos de tensão no Supremo Tribunal Federal (STF). Caso a Procuradoria-Geral da República (PGR) recuse a nova proposta de delação premiada submetida por seus advogados, o ex-banqueiro poderá ser transferido novamente para uma penitenciária comum. A determinação deve partir do ministro André Mendonça, relator do Caso Master na Suprema Corte, conforme apuração inicial da CNN.

A movimentação nos bastidores jurídicos ocorre após a Polícia Federal (PF) rejeitar os termos da segunda tentativa de colaboração premiada do empresário. A expectativa agora gira em torno do posicionamento oficial da PGR, que deve se manifestar sobre a validade do acordo nos próximos dias.

Mudanças na defesa e os bastidores da Operação Compliance Zero



O impasse em torno do acordo de colaboração provocou rupturas na equipe de transição jurídica do réu. Após o veto à primeira minuta de delação, o advogado José Luís de Oliveira Lima, até então coordenador da banca de defesa, deixou o caso em 22 de maio de 2026.

A condução dos trabalhos foi assumida pelo criminalista Sérgio Leonardo, que acompanha os desdobramentos da Operação Compliance Zero desde o seu início. Foi ele o responsável pelo protocolo do segundo documento junto à PGR, na tentativa de evitar o retorno de Vorcaro ao regime fechado tradicional.

Desvio bilionário em fundos de previdência estaduais

De acordo com informações obtidas sobre a segunda proposta de delação, Daniel Vorcaro detalharia o funcionamento de um suposto esquema de corrupção e tráfico de influência no mercado financeiro. O ex-banqueiro explicaria como utilizou conexões políticas para capitanear aportes bilionários de fundos de previdência de servidores públicos estaduais.

As investigações apontam que, sob forte direcionamento político, o patrimônio voltado à aposentadoria de milhares de funcionários públicos era intencionalmente alocado em ativos de alto risco e baixa liquidez — classificados como "fundos podres" — controlados pelo Banco Master.

Nota da Redação: A reportagem buscou contato formal com a defesa de Daniel Vorcaro para que se posicionasse sobre o teor das investigações e as negociações de delação. Até o fechamento desta edição, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestações, e o texto será atualizado assim que uma nota oficial for enviada.

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