Caso Rope Jump: Polícia prende mais três suspeitos por morte de jovem em Limeira

domingo, 21 de junho de 2026
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu durante um salto de rope jump na (Ponte do Esqueleto), em Limeira (SP)

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu durante um salto de rope jump na "Ponte do Esqueleto", em Limeira (SP)

Reprodução / SBT

Investigação aponta ocultação de provas e indícios de apagamento de arquivos digitais após a queda fatal de Maria Eduarda Freitas na 'Ponte do Esqueleto'.

Bnews
por Redação 1feed site
Publicado em 21/06/2026

A Polícia Civil do Estado de São Paulo efetuou a prisão temporária de mais três indivíduos suspeitos de envolvimento direto na tragédia que tirou a vida de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem faleceu após realizar um salto de rope jump na conhecida "Ponte do Esqueleto", localizada em Limeira, interior de São Paulo.

Os novos mandados judiciais, autorizados pela 2ª Vara Criminal de Limeira com validade inicial de cinco dias, foram cumpridos em diferentes localidades. Entre os detidos estão uma mulher de 29 anos, localizada no Rio de Janeiro (RJ), e dois jovens de 25 e 27 anos, capturados respectivamente nos municípios paulistas de Limeira e Indaiatuba. Conforme os autos do inquérito, todos faziam parte do corpo técnico responsável pelo planejamento e execução do evento esportivo.

Apreensão de equipamentos e suspeita de fraude processual

Durante as operações de captura, os policiais apreenderam smartphones, dispositivos eletrônicos e mídias de armazenamento. De acordo com a delegada responsável pela condução do caso, Andréa Levy, esses objetos passarão por perícia técnica e podem conter informações cruciais para desvendar a dinâmica do acidente.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) emitiu uma nota detalhando que a ação visa conter a destruição de evidências. "No decorrer dos trabalhos investigativos, reunimos indícios substanciais de que houve supressão de provas cruciais, com destaque para o sumiço do equipamento de gravação audiovisual que a vítima utilizava fixado ao corpo no momento do impacto", ressaltou a autoridade policial.

A suspeita central da Polícia Civil é que arquivos digitais de extrema importância tenham sido deletados intencionalmente logo após o ocorrido. O caso é conduzido sob a hipótese de crime doloso contra a vida — sob a vertente de dolo eventual, quando se assume o risco de matar —, além de fraude processual pelo suposto comprometimento da cena e das evidências.

Vale ressaltar que outros três instrutores da modalidade, autuados em flagrante na data do acidente, permanecem encarcerados no Centro de Detenção Provisória (CDP) II, em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo.

Detalhes sobre o acidente na Ponte do Esqueleto

O trágico episódio aconteceu em 13 de junho, durante uma sessão de rope jump — esporte radical conhecido popularmente como "pêndulo humano", no qual o praticante salta de estruturas elevadas sustentado por um sistema complexo de cordas dinâmicas. Registros em vídeo obtidos pela polícia constatam que Maria Eduarda foi liberada para a queda livre sem estar devidamente acoplada ao sistema principal de segurança.

A jovem chegou a receber assistência imediata de testemunhas presentes na plataforma, que tentaram reanimação cardiopulmonar (RCP). Socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceram rapidamente ao local do impacto, mas puderam apenas constatar o óbito da estudante.

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