Apesar das queixas da comissão técnica iraniana à Fifa, Força-Tarefa da Casa Branca defende medidas logísticas e de segurança rígidas durante o torneio.
Entenda as restrições logísticas impostas ao Irã
O descontentamento de Teerã baseia-se num protocolo severo de segurança: a seleção iraniana só tem autorização para desembarcar nas cidades-sede dos jogos 24 horas antes do início de cada partida. Além disso, a equipa é obrigada a regressar imediatamente para a sua base de treinos em Tijuana, no México, logo após o término dos confrontos.
O treinador da seleção do Irã, Amir Ghalenoei, criticou publicamente o tratamento recebido, chegando a classificar o seu elenco como o grupo "mais injustiçado e oprimido" desta edição do torneio global.
Casa Branca alega flexibilidade e redução de distâncias
Segundo Giuliani, o cenário é constantemente monitorizado e novas avaliações poderão ser feitas antes do terceiro compromisso dos iranianos contra o Egito, agendado para sexta-feira (26) em Seattle. "O panorama é volátil. Temos uma estratégia traçada para o momento e, logo após o embate frente à Bélgica em Los Angeles, a delegação regressa num voo rápido de 27 minutos para o território mexicano", explicou.
O representante norte-americano justificou o protocolo ao recordar que a transferência da base de treinos do Irã de Tucson (Arizona) para Tijuana (México) otimizou o deslocamento da seleção asiática, reduzindo o tempo de voo para Los Angeles em cerca de uma hora.
Emissão de vistos sob critérios rigorosos de segurança
Ao abordar as questões burocráticas, Giuliani sublinhou que todos os atletas e a comissão técnica principal tiveram os seus vistos aprovados pelos EUA. Contudo, o governo vetou a entrada de determinados oficiais e dirigentes iranianos.
"Alguns membros da diretoria tiveram a entrada negada devido à descoberta de dados e informações comprometedoras nas nossas investigações de segurança. Esse é o equilíbrio necessário entre diplomacia desportiva e proteção nacional", afirmou o diretor.
Alerta e vigilância na Copa do Mundo do Bicentenário
A inteligência dos EUA intensificou significativamente as operações de monitoramento desde o início do ano. Embora as autoridades garantam que nenhuma ameaça real ou iminente contra o evento foi detetada até agora, as agências federais operam em regime de plantão contínuo.
Apesar do impasse geopolítico com o Irã, a avaliação do primeiro balanço dos dez dias iniciais da Copa do Mundo de 2026 é amplamente positiva. Para a Casa Branca, o foco continua no espetáculo em campo, servindo como uma vitrine festiva que coincide com as celebrações do 250º aniversário da independência dos Estados Unidos.