Presidente ucraniano aceita mediação brasileira e Lula articula diálogo com os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU para destravar negociações.
Por Redação Mundo | Atualizado em 20 de junho de 2026
Em um movimento estratégico que pode redefinir os rumos da geopolítica global, o governo da Ucrânia aceitou oficialmente a intermediação do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, para tentar costurar um acordo de paz Ucrânia e Rússia. A confirmação do aval ucraniano foi dada pelo assessor de comunicação do Palácio de Kiev, Dmytro Lytvyn.
A aproximação ocorreu durante uma reunião bilateral reservada em Evian-les-Bains, na França, onde os chefes de Estado participavam da cúpula do G7. No encontro, Volodymyr Zelensky reforçou o apelo para que a comunidade internacional intensifique as sanções e as pressões políticas sobre o Kremlin para encerrar as hostilidades do conflito.
O plano brasileiro para mediar o fim da guerra
A estratégia proposta pela mediação de Lula consiste em reativar os canais de diálogo diretamente com a cúpula das grandes potências mundiais. O líder brasileiro sugeriu acionar formalmente os cinco integrantes fixos do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França), que detêm o poder de veto no órgão.
Zelensky demonstrou abertura à proposta, concordando em aguardar o avanço dessas articulações do Brasil junto aos governos estrangeiros antes de estabelecer os próximos passos da agenda diplomática.
Em declarações à imprensa, Lula confirmou o início de novas rodadas de telefonemas com os líderes das nações do Conselho. "Eles detêm a responsabilidade final de assegurar a estabilidade global. É necessário colocar um ponto final nesta guerra, e essas potências possuem os instrumentos políticos para isso", defendeu o presidente do Brasil.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Nova postura de Zelensky e o cenário internacional
Diferente de momentos anteriores, nos quais o petista apontava a falta de disposição mútua dos países envolvidos para silenciar as armas, o cenário atual mostra sinais de mudança. De acordo com Lula, o mandatário ucraniano agora demonstra interesse real em estabelecer uma trégua imediata, sem imposição de novas condições prévias, com a finalidade exclusiva de abrir mesas formais de conversação.
A busca por rotas alternativas de diálogo surge em um momento em que a tradicional liderança dos Estados Unidos na mediação da crise encontra-se estagnada, esbarrando em exigências de anexação territorial por parte de Moscou — veementemente rejeitadas por Kiev. Além disso, a recente dispersão do foco geopolítico do Ocidente para outras tensões no Oriente Médio, como a crise com o Irã, pressionou a Ucrânia a aceitar novas alianças de mediação no chamado Sul Global.
Dessa forma, o Brasil assume um papel central na tentativa de destravar as vias da diplomacia internacional e restabelecer a segurança no Leste Europeu.
