Ex-prefeito de Boa Vista obteve mais de 60% dos votos válidos no pleito suplementar; candidatura segue sub judice no STF
Candidatura sub judice e impasse jurídico Apesar da vitória expressiva nas urnas, a oficialização do resultado ainda depende do aval da Justiça Eleitoral. O registro da chapa encabeçada por Arthur Henrique e pelo Subtenente Velton (PL) é alvo de contestação no Supremo Tribunal Federal (STF). O processo baseia-se em uma determinação do ministro Flávio Dino referente aos prazos de desincompatibilização, regra que define quando um gestor deve se afastar do cargo público para concorrer às eleições.
Como os advogados de defesa apresentaram recursos no STF e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o político disputou o pleito sob a condição sub judice. Se o tribunal validar o registro, o vencedor assumirá definitivamente o Executivo estadual. Até que ocorra o veredito, Soldado Sampaio segue no comando interino do estado.
Em nota oficial, o TSE informou que aguarda o posicionamento jurídico definitivo sobre a regularidade do candidato para dar andamento aos trâmites legais previstos pela legislação.
Balanço do pleito suplementar em Roraima A votação mobilizou um eleitorado de 384.582 cidadãos aptos, operando em 1.483 seções eleitorais e 350 locais de votação divididos por nove zonas. A corrida pelo Palácio Senador Hélio Campos reuniu três concorrentes principais:
Arthur Henrique (PL): 60,87%
Soldado Sampaio (Republicanos): 35,72%
Nelita Frank (PT): 3,40%
Entenda o motivo da nova eleição A convocação de novas eleições em Roraima ocorreu após o TSE cassar os mandatos do ex-governador Antonio Denarium (Republicanos) e de seu vice, Edilson Damião (União Brasil). A corte eleitoral puniu a chapa por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2022.
A investigação comprovou o uso irregular da máquina estatal para fins eleitorais, citando ações como a distribuição de cestas básicas, expansão ilícita de benefícios sociais e transferências financeiras irregulares a municípios. Além da perda do cargo, Denarium foi penalizado com a inelegibilidade por um período de oito anos.