Eleições: Flávio Bolsonaro defende Bolsa Família, isenção do IR até R$ 5.000 e faz autocrítica sobre imprensa

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Por Redação Eleições | Atualizado em junho de 2026 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou nesta segunda-feira (15 de junho de 2026) suas principais diretrizes econômicas e sociais visando a corrida eleitoral. Durante sua participação no fórum Rumos do Brasil, organizado pela revista Veja em São Paulo, o pré-candidato à presidência da República pautou seu discurso na manutenção de programas sociais, na desoneração da classe trabalhadora e em uma surpreendente autocrítica em relação à postura do governo de seu pai, Jair Bolsonaro, frente aos veículos de comunicação.

Bolsa Família como Direito Adquirido e Estímulo ao Emprego Formal

Em um aceno importante aos beneficiários de programas de transferência de renda, o parlamentar classificou o Bolsa Família como um "direito adquirido" da população brasileira. Flávio combateu os estigmas sociais frequentemente associados ao programa, destacando dados de ocupação desse grupo.

"Existe um preconceito equivocado de que quem recebe o Bolsa Família não quer trabalhar. Isso é um erro grosseiro. Praticamente 70% desses cidadãos atuam no mercado informal", pontuou o senador.

Segundo ele, a informalidade persiste pelo temor que os beneficiários têm de perder a segurança financeira caso assinem a carteira de trabalho e, eventualmente, fiquem desempregados no futuro.

Para mitigar esse receio, o prefeiturável propôs a extensão do prazo de transição do benefício. A ideia consiste em formular uma legislação que estenda a permanência do auxílio financeiro para quem conseguir inserção no mercado formal ou iniciar o próprio negócio. Atualmente, a regra de proteção assegura o recebimento de 50% do valor por até dois anos, contanto que a renda per capita familiar não ultrapasse meio salário mínimo. Detalhes operacionais, prazos definitivos e fontes de custeio da nova proposta, contudo, não foram detalhados pelo congressista.

Proposta de Isenção do Imposto de Renda e Críticas à Carga Tributária

Outro pilar do discurso do pré-candidato foi a isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores que recebem até R$ 5.000 mensais. A medida, que repete uma promessa histórica do governo anterior, foi utilizada para criticar a condução fiscal da atual gestão federal.

De acordo com Flávio Bolsonaro, a diferença de sua abordagem em relação ao modelo vigente reside na compensação fiscal. Ele argumentou que a administração atual sobrecarrega o contribuinte com tributos elevados para honrar seus compromissos. O senador asseverou que sua equipe buscará alternativas orçamentárias sem a necessidade de criar novos impostos, embora não tenha especificado quais fontes de receita seriam sacrificadas para cobrir a renúncia fiscal da isenção.

Autocrítica e Novo Relacionamento com a Imprensa

O momento de maior repercussão política no fórum ocorreu quando o senador fez uma avaliação crítica sobre a postura da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro em relação à mídia profissional. Flávio apontou falhas severas na condução da comunicação institucional e na distribuição do orçamento publicitário do governo passado.

"A imprensa desempenha um papel vital. Um dos gargalos que identifico no governo do presidente Bolsonaro foi justamente o relacionamento com os veículos, marcado muitas vezes por preconceito na distribuição das verbas de publicidade por parte de quem gerenciava a área", declarou.

O pré-candidato sinalizou que pretende promover uma ruptura drástica com os padrões passados, assegurando que o aprendizado com os erros cometidos evitará a repetição de atritos institucionais desnecessários caso venha a comandar o Executivo Federal.

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