Com 99,38% das urnas apuradas, Keiko Fujimori lidera a apuração presidencial no Peru. O candidato de esquerda, Roberto Sánchez, contesta os números e convoca protestos em Lima. Entenda o cenário.
Por Redação Mundo | Atualizado em 19 de junho de 2026
Apuração no Peru entra na reta final com liderança da direita
A apuração do segundo turno das eleições presidenciais no Peru aproxima-se do fim com a candidata de direita, Keiko Fujimori, consolidando sua liderança na disputa pelo Executivo. Faltando apenas 0,6% dos votos para a conclusão do processo eleitoral, a diferença a favor de Fujimori é de 39.115 sufrágios.
Esta disputa eleitoral se posiciona como uma das mais polarizadas e acirradas da história contemporânea peruana, deixando o país em clima de expectativa desde a votação realizada no dia 7 de junho. De acordo com o órgão eleitoral oficial, a apuração aponta o seguinte cenário:
Keiko Fujimori: 50,11% dos votos válidos
Roberto Sánchez: 49,89% dos votos válidos
Total apurado: 99,38% das urnas
Ainda restam cerca de 140 mil votos sob contestação judicial. De acordo com especialistas em análise de dados, a maioria destas cédulas remanescentes pertence à capital, Lima, e a eleitores residentes no exterior — redutos eleitorais onde a candidata de direita historicamente apresenta melhor desempenho, tornando improvável uma virada matemática.
Oposição de esquerda contesta resultados e convoca atos em Lima
Do outro lado do espectro político, o candidato de esquerda Roberto Sánchez recusa-se a aceitar as parciais e questiona a integridade do processo eleitoral. A coligação do político formalizou múltiplos recursos jurídicos para invalidar atas favoráveis à oponente e convocou a militância para manifestações na capital do país.
Apesar do clima de tensão inflamado pelos discursos da oposição, missões diplomáticas e observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia validaram o pleito. As entidades internacionais asseguraram que o processo ocorreu em conformidade com as regras democráticas e recomendaram serenidade institucional até a proclamação do resultado oficial.
O ineditismo histórico da candidatura de Fujimori
Se os dados oficiais se confirmarem nos próximos dias, Keiko Fujimori quebrará barreiras políticas ao se tornar a primeira mulher eleita de forma direta para governar o Peru. Esta é a quarta tentativa da herdeira política de Alberto Fujimori de chegar ao poder máximo do país, após derrotas anteriores marcadas por margens estreitas de votos.