EUA e Irã surpreendem e assinam acordo de paz histórico antes do prazo

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Em uma reviravirada diplomática, Donald Trump e Masoud Pezeshkian oficializaram eletronicamente o tratado que visa pacificar o Oriente Médio e reabrir rotas marítimas vitais.

Por Redação Geopolítica | Atualizado em 18 de junho de 2026

Em uma decisão inesperada que altera os rumos da geopolítica mundial, os governos dos Estados Unidos e do Irã anteciparam a assinatura do acordo de paz provisório criado para encerrar as hostilidades no Oriente Médio. Inicialmente programada para ocorrer presencialmente em Genebra, na Suíça, a formalização do memorando foi realizada por via eletrônica pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian, passando a valer imediatamente.

A mudança estratégica de cronograma resultou no cancelamento do evento público de sexta-feira. No entanto, o diálogo direto entre as nações permanece ativo. De acordo com informações compartilhadas por Ismael Bagaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, comissões diplomáticas de alto escalão de ambos os lados manterão a agenda em território suíço para dar início às conversações técnicas essenciais à execução do tratado.

O caminho até a consolidação do acordo provisório

O avanço rápido nas negociações teve um marco crucial dias antes, quando o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, e o líder do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, firmaram digitalmente uma versão prévia do texto sob a supervisão de Trump. A validação direta feita agora pelos chefes de Estado consolida o pacto de transição.

Segundo apuração do portal de notícias Axios, a pressa para concluir os trâmites jurídicos e burocráticos partiu do interesse mútuo de acelerar as obrigações bilaterais acordadas. Detalhes operacionais divididos em 14 diretrizes fundamentais foram expostos pela Casa Branca em coletiva de imprensa digital pouco antes da assinatura oficial.

Termos do Memorando de Entendimento de Islamabad

Batizado formalmente como "Memorando de Entendimento de Islamabad entre os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã", o decreto impõe a suspensão imediata de todas as ações e confrontos bélicos na região. Além de exigir a preservação da soberania territorial mútua, o estatuto estipula um prazo máximo de 60 dias para que Washington e Teerã redijam e aprovem o tratado de paz definitivo.

A estabilização econômica regional surge como um dos pilares mais robustos do documento. Entre os principais pontos comerciais acordados, destacam-se:

  • Estreito de Ormuz: Retomada progressiva e livre tráfego de embarcações de carga;

  • Desmobilização militar: Recuo de tropas americanas posicionadas no entorno das fronteiras iranianas;

  • Mercado de energia: Cancelamento das barreiras comerciais à exportação do petróleo do Irã;

  • Recursos financeiros: Desbloqueio e restituição de fundos internacionais de Teerã que estavam retidos.

Como contrapartida complementar, a gestão norte-americana sinalizou que vai estruturar um programa assistencial focado na reconstrução e fomento da economia iraniana, abrindo espaço para a derrubada integral de sanções anteriores.

Compromisso Nuclear e Próximos Passos

Na esfera de segurança global e armamentos, as autoridades iranianas ratificaram o compromisso de manter o caráter pacífico de suas pesquisas, renunciando à fabricação de armas nucleares. Em paralelo, auditorias internacionais vão monitorar o destino do urânio enriquecido disponível no país.

Durante a vigência desta janela de 60 dias rumo ao acordo final, ficou estipulado um pacto de não agressão logística: o Irã não expandirá seus limites nucleares vigentes e os Estados Unidos não adotarão sanções inéditas nem aumentarão seu contingente militar na região do Golfo Pérsico.

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