Fim de tensões com Irã faz Trump retomar foco em tarifas e barreiras comerciais globais

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Casa Branca mira produtos do Japão, China e Índia sob alegação de trabalho forçado; França também entra na mira antes da cúpula do G7.

Por Redação Internacional | Atualizado em junho de 2026

O termo "tarifa" historicamente figura entre os conceitos econômicos mais defendidos por Donald Trump. Contudo, o avanço recente dos conflitos geopolíticos com o Irã havia colocado essa retórica protecionista temporariamente em segundo plano na Casa Branca.

Agora, diante de uma delicada estabilização diplomática e do desenho de um acordo entre Washington e Teerã para encerrar meses de hostilidades, as tarifas alfandegárias retornam com força total à centralidade da agenda do governo norte-americano — um movimento que analistas preveem que pode intensificar rapidamente os atritos no comércio exterior.

Às vésperas da próxima cúpula do G7 na França, as pressões econômicas já ganham novos contornos. Trump sinalizou a possibilidade de aplicar uma taxação punitiva de até 100% sobre as importações de vinho francês. A medida seria uma retaliação direta caso o presidente Emmanuel Macron mantenha a cobrança de 3% sobre serviços digitais, imposto que afeta diretamente o faturamento de Big Techs dos EUA, incluindo potências como Amazon, Alphabet (Google), Apple e Meta.

Paralelamente, novas sanções e restrições comerciais foram colocadas em pauta contra mercadorias vindas do Japão, da China e da Índia. Desta vez, a justificativa do governo americano baseia-se em crescentes preocupações regulatórias associadas a denúncias de trabalho forçado nesses mercados, ampliando o escopo da nova fase da guerra comercial.

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