A equipe econômica barrou pedidos de suplementação orçamentária da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Medida afeta a compra de aeronaves, câmeras corporais e planos para a Copa de 2027.
O Governo Federal negou os pedidos de crédito suplementar encaminhados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para recompor o orçamento de órgãos vitais da segurança nacional. A decisão da Junta de Execução Orçamentária atinge diretamente investimentos planejados pela Polícia Federal (PF) e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), além de comprometer os preparativos iniciais para a Copa do Mundo Feminina de 2027.
O Que Estava Previsto no Planejamento da Polícia Federal?
A Polícia Federal alertou que a falta de novos aportes financeiros pode comprometer ações cruciais e o funcionamento básico da corporação. Entre as demandas prioritárias estavam:
Renovação de licenças de sistemas integrados de investigação;
Intensificação do controle e fiscalização de CACs (colecionadores, atiradores e caçadores);
Aquisição e incorporação de novas aeronaves;
Cumprimento de ordens judiciais do STF, incluindo as diretrizes da ADPF das Favelas no combate à letalidade policial em operações contra o crime organizado nas comunidades fluminenses.
Câmeras Corporais e Logística: As Demandas Vetadas da PRF
Por sua vez, a Polícia Rodoviária Federal havia solicitado um repasse de R$ 172 milhões para mitigar a escalada de despesas contratuais e estruturar frentes operacionais. O capital seria alocado para:
Implementação de câmeras corporais nos uniformes dos agentes;
Modernização da infraestrutura cibernética e de TI;
Manutenção de comunicações estratégicas via satélite;
Custos com diárias e jornadas extras em missões em terras indígenas e no combate a crimes ambientais.
Em relatórios internos, a PRF destacou que o veto fiscal pode elevar os riscos à integridade física dos policiais no asfalto, prejudicar o combate a quadrilhas estruturadas e retardar saltos tecnológicos institucionais.
Preparativos para a Copa do Mundo Feminina 2027 Estão Ameaçados
Visando cumprir exigências e protocolos da Fifa, as forças de segurança pleitearam verbas para iniciar o planejamento estratégico já em 2026. Os cortes de requisição extraordinária somam:
Polícia Federal: R$ 387 milhões solicitados para treinamento e aparelhamento.
Polícia Rodoviária Federal: R$ 92,1 milhões voltados para monitoramento e inteligência.
Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública): R$ 113,5 milhões solicitados para tecnologia e defesas contra drones.
A justificativa para o investimento imediato baseia-se na urgência cronológica de proteger seleções, equipes operacionais e turistas nas cidades-sede.
Exceção no Orçamento e Próximos Passos
Apesar da barreira generalizada, a equipe econômica aprovou apenas um montante de R$ 3,8 milhões para a Senasp, verba blindada e destinada especificamente à continuidade do Plano Amas (voltado para a contenção de ilícitos na Amazônia Legal).
A Secretaria de Orçamento Federal sugeriu que a pasta da Justiça execute remanejamentos internos através do cancelamento de despesas de outras áreas para cobrir as brechas, cabendo ainda o direito de reapresentação de recursos na Junta Orçamentária no futuro.
Versão 2: Resumo e Estrutura do Texto Original (Para sua conferência)
Fato Principal: A Junta de Execução Orçamentária do governo federal rejeitou pedidos de recursos extras feitos pelo Ministério da Justiça para a PF, PRF e Senasp.
Demandas da PF: Precisava de verba extra para manter funções básicas, comprar aeronaves, fiscalizar CACs, renovar licenças e atender às metas da ADPF das Favelas (STF) no Rio de Janeiro.
Demandas da PRF: Pedido de R$ 172 milhões para câmeras nas fardas, TI, antenas de satélite e operações em áreas indígenas. A falta de dinheiro põe em risco a segurança cibernética e a dos próprios policiais.
Copa Feminina 2027: Os órgãos pediram recursos (PF: R$ 387 mi; PRF: R$ 92,1 mi; Senasp: R$ 113,5 mi) para iniciar o plano de segurança padrão Fifa ainda em 2026, mas tudo foi negado.
Única Aprovação: R$ 3,8 milhões destinados à Senasp para o Plano Amas na Amazônia. O governo indicou que o Ministério da Justiça faça remanejamentos por conta própria se quiser cobrir os buracos orçamentários.