De Haaland a Zidane: os herdeiros de grandes lendas dos gramados que carregam o peso do sobrenome e mantêm vivas as dinastias familiares no maior torneio do mundo.
Por Redação Futebol | Atualizado em 18 de junho de 2026
A Copa do Mundo não é apenas o palco ideal para consagrar os maiores astros do futebol contemporâneo, mas também o cenário perfeito para a consolidação de dinastias nos gramados. Recentemente, o termo "nepo babies" ganhou força nas redes sociais para definir os filhos de celebridades que seguem as carreiras de seus pais. No universo do futebol, essa tendência se reflete em uma nova geração de atletas de elite que carregam sobrenomes históricos e tentam repetir — ou superar — os passos de seus progenitores no maior torneio esportivo do planeta.
Carregar um DNA campeão traz tanto prestígio quanto uma cobrança massiva. Abaixo, destacamos os principais herdeiros do futebol mundial que defendem suas seleções nesta Copa do Mundo.
As Estrelas do Futebol Europeu e Seus Legados
Erling Haaland (Noruega): O avassalador atacante norueguês busca construir sua própria história inspirado em seu pai, Alf-Inge Haaland, que defendeu a seleção nórdica no Mundial dos Estados Unidos em 1994.
Marcus Thuram (França): O setor ofensivo francês conta com o herdeiro de Lilian Thuram. O pai do atleta foi uma lenda do setor defensivo dos 'Bleus', conquistando o título de 1998 e o vice-campeonato em 2006.
Justin Kluivert (Holanda): Representando a tradicional 'Laranja Mecânica', Justin mantém vivo o legado de Patrick Kluivert, um dos principais artilheiros da Holanda no fim do século passado e semifinalista na Copa de 1998.
Francisco Conceição (Portugal): O jovem talento luso herdou a raça de Sérgio Conceição, que vestiu a camisa de Portugal na edição de 2002.
Alexander Sørloth e Kristian Thorstvedt (Noruega): A equipe norueguesa reforça sua conexão familiar com Sørloth (filho de Gøran Sørloth) e Thorstvedt (filho do ex-goleiro Erik Thorstvedt), ambos herdeiros da icônica geração que jogou a Copa de 94.
Angus Gunn (Escócia): Defendendo a meta escocesa, o goleiro segue a trajetória de seu pai, Brian Gunn, convocado para o Mundial da Itália em 1990.
A Força dos Herdeiros nas Américas
Giuliano Simeone (Argentina): Comandado pelo DNA competitivo da família, o jovem atacante é filho de Diego Simeone, atual técnico do Atlético de Madrid e veterano de três Mundiais (1994, 1998 e 2002).
Nico Paz (Argentina): Outra joia da 'Albiceleste', o meio-campista dá continuidade à linhagem de Pablo Paz, zagueiro argentino que esteve no elenco de 1998.
Damian Bobadilla (Paraguai): Conhecido do público brasileiro por atuar no São Paulo, o meia é filho do ex-goleiro Aldo Bobadilla, que representou o Paraguai nos torneios de 2006 e 2010.
Giovanni Reyna e Sebastian Berhalter (Estados Unidos): A seleção norte-americana exibe uma forte conexão com o passado. Reyna é filho do histórico capitão Claudio Reyna, enquanto Sebastian é filho de Gregg Berhalter, que marcou época na equipe tanto como jogador quanto como treinador.
Histórias Únicas: Rupturas, Pioneirismos e Superações
Luca Zidane (Argélia): Em uma escolha de carreira diferente da de seu pai, o goleiro Luca optou por defender a seleção da Argélia. Seu pai, o lendário Zinédine Zidane, foi o carrasco do Brasil e campeão mundial pela França em 1998.
Tyler Bindon (Nova Zelândia): O defensor faz parte de um marco histórico da FIFA. Sua mãe, Jenny Bindon, foi a goleira titular da Nova Zelândia nos Mundiais Femininos de 2007 e 2011, transformando-os na primeira dupla de mãe e filho a disputar torneios de primeiro escalão da entidade.
Timothy Weah (Estados Unidos): O ponta vive um paradoxo familiar. Seu pai, George Weah — lenda do Milan, eleito Melhor do Mundo em 1995 e ex-presidente da Libéria —, nunca conseguiu disputar uma Copa. Timothy realiza o grande sonho da família com a camisa norte-americana.
Jordan Ayew (Gana): De forma semelhante, o experiente atacante ganês joga pelo legado de seu pai, Abedi Pelé, considerado um dos maiores jogadores africanos da história, mas que nunca teve a oportunidade de jogar um Mundial.
Lee Tae-Seok (Coreia do Sul): O lateral-esquerdo busca reviver os dias de glória de seu pai, Lee Eul-Young, que fez parte da histórica Coreia do Sul semifinalista em 2002.
Mamadou Sarr (Senegal): O jovem zagueiro é filho de Pape Sarr, um dos heróis da histórica campanha de Senegal em 2002, quando chocaram o mundo ao bater a França na abertura do torneio.
