Histórico: As 5 vezes em que o ex-jogador Jô foi preso por dívidas de pensão alimentícia

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Por Redação Minas Gerais | Atualizado em junho de 2026

O ex-atacante , conhecido por suas passagens de sucesso por clubes expressivos como Corinthians, Atlético-MG e Manchester City, voltou a figurar nas páginas policiais. O ex-atleta enfrenta sua quinta detenção decorrente do não pagamento de pensão alimentícia, consolidando um longo histórico de litígios judiciais que se estende desde 2024.

Atualmente com 39 anos e pai de oito filhos, o ex-jogador responde a múltiplos processos de execução alimentar. De acordo com a defesa, o motivo dos recorrentes mandados de prisão é a defasagem entre os valores estipulados pela Justiça na época em que ele recebia salários milionários e a sua atual conjuntura econômica.

Abaixo, detalhamos a cronologia das cinco detenções do ex-atleta.

O histórico de prisões do ex-jogador Jô

O avanço das ações de execução de alimentos levou a abordagens policiais em diferentes estados brasileiros e contextos do cotidiano:

1. Maio de 2024: Concentração em Campinas (SP)

A primeira prisão do jogador Jô ocorreu em 6 de maio de 2024. Ele defendia o Amazonas FC e foi interceptado pela polícia na entrada do estádio em Campinas, minutos antes de uma partida da Série B do Campeonato Brasileiro. O mandado foi expedido pela comarca da Bahia. O atacante foi liberado após a regularização imediata do saldo devedor.

2. Novembro de 2024: Quiosque na Barra da Tijuca (RJ)

Meses depois, o ex-atleta foi detido na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação judicial envolvia uma execução de alimentos que ultrapassava o valor de R$ 220 mil, voltada para o sustento de um de seus filhos.

3. Dezembro de 2024: Centro de Treinamento em Contagem (MG)

A terceira ordem de prisão foi cumprida durante a rotina de treinos do jogador no clube Coimbra, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Emitida pela comarca de Itajibá (BA), a ordem prisional foi suspensa no mesmo dia, após o ex-atleta firmar um acordo de parcelamento em audiência de conciliação.

4. Junho de 2025: Desembarque no Aeroporto de Guarulhos (SP)

Ao retornar de viagem no Aeroporto Internacional de São Paulo, Jô foi surpreendido por agentes policiais com dois mandados ativos de prisão por débitos alimentares acumulados em cerca de R$ 145 mil. Na época, ele declarou em juízo que buscava vender um imóvel para liquidar as pendências de forma definitiva.

5. Junho de 2026: Casa noturna em Belo Horizonte (MG)

O caso mais recente ocorreu na madrugada do último domingo (14). Após denúncias sobre a presença de um indivíduo foragido da Justiça paulista, a Polícia Militar de Minas Gerais efetuou a captura do ex-jogador em uma boate na Pampulha.

Mudança drástica na capacidade financeira: O que diz a defesa de Jô

A estratégia técnica da assessoria jurídica de Jô foca no pedido de revisão judicial das pensões. O argumento central é que o ex-jogador enfrenta severas limitações financeiras e não tem mais o mesmo padrão econômico do período em que jogava na elite do futebol nacional e europeu.

Durante a última audiência de custódia, os advogados apresentaram as seguintes informações sobre o status financeiro do ex-atleta:

  • Renda mensal atual estimada: Próxima a R$ 45 mil.

  • Proposta de acordo: Pagamento imediato de uma entrada de R$ 30 mil e o parcelamento do saldo residual.

Decisão judicial mantém custódia preventiva por 30 dias

Apesar dos termos propostos pela defesa, a juíza Cirlaine Maria Guimarães validou a legalidade do procedimento e determinou a manutenção da detenção. A magistrada esclareceu que a soltura não poderia ser concedida pelo juízo de Belo Horizonte, uma vez que a ordem de prisão partiu da comarca de Itaquera, em São Paulo, onde o processo original tramita desde janeiro. Com isso, o ex-jogador deverá permanecer sob custódia pelo prazo inicial de 30 dias até nova manifestação do tribunal de origem.

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