Jair Bolsonaro depõe à Polícia Civil sobre caso de pistola apreendida no DF

quarta-feira, 24 de junho de 2026
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

Divulgação/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Ex-presidente Jair Bolsonaro prestou esclarecimentos à Polícia Civil do Distrito Federal sobre o armamento localizado em blitz. Caso coincide com término do prazo de prisão domiciliar.


Bnews
por Redação 1feed site
Publicado em 24/06/2026

O ex-chefe do Executivo federal, Jair Bolsonaro (PL), prestou declarações oficiais à Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira (23). O procedimento integra o inquérito policial que investiga o confisco de um armamento de fogo registrado sob sua titularidade. O interrogatório aconteceu restando apenas 48 horas para o encerramento do período de 90 dias estipulado para sua prisão domiciliar humanitária, deferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Acompanhado por seu corpo jurídico, o ex-mandatário atendeu os agentes de segurança em sua residência. A diligência no local durou aproximadamente 40 minutos.

Detalhes sobre o armamento retido em Taguatinga

As investigações policiais começaram após interceptação de uma pistola da marca Glock, calibre 9mm, em uma barreira de trânsito (blitz) realizada pela Polícia Militar na região de Taguatinga (DF), na noite do dia 15 de junho. O dispositivo bélico foi localizado no piso de um automóvel operado por um sargento do Exército Brasileiro, que desempenha funções junto ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

No primeiro momento, o suboficial assumiu a posse do revólver. Contudo, recuou posteriormente e revelou que o real dono do objeto era Bolsonaro. O fato foi corroborado por meio de varredura junto ao Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma), mantido pela Força Terrestre.


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Perante a Suprema Corte, a assessoria jurídica do ex-presidente sustentou que a posse da pistola cumpre todas as exigências legais e alegou que o artefato se encontrava inoperante por medidas de segurança. Conforme relatado pela banca de defesa, um componente mecânico interno foi removido de forma prévia para inviabilizar o acionamento de tiros.

A equipe do ex-líder político detalhou ainda que Bolsonaro notou a imperfeição técnica ao examinar a pistola em sua moradia, optando por repassá-la ao sargento — que detém capacitação em armamentos — a fim de avaliar e corrigir o respectivo defeito.

Término da prisão domiciliar e quadro clínico do ex-presidente

A oitiva ocorre em um momento decisivo, enquanto o STF analisa as pendências jurídicas referentes ao regime de recolhimento domiciliar humanitário de Bolsonaro. O prazo estipulado se esgota nesta quinta-feira (25). Até o momento corrente, os advogados não ingressaram com solicitações formais de extensão do benefício.

Boletim de saúde expedido na última sexta-feira assinala que as condições médicas do ex-presidente permanecem controladas. Ele apresenta evolução positiva após enfrentar um diagnóstico de broncopneumonia no início do ano (março) e um procedimento cirúrgico na região escapular feito em maio. Conquanto o prontuário registre reações adversas provocadas pela medicação contra crises severas de soluço — gerando fadiga e perda parcial de equilíbrio —, a equipe clínica ratifica que o quadro de sintomas já foi normalizado.


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