Operação Rede de Fumaça: Anvisa e Receita Federal apreendem 25 mil vapes e cigarros eletrônicos

quinta-feira, 25 de junho de 2026
Avisa e Receita Federal apreendem cigarros eletrônicos

Avisa e Receita Federal apreendem cigarros eletrônicos

Divulgação/Anvisa

Força-tarefa também confiscou 107 mil maços de cigarro convencional contrabandeados no mercado ilegal brasileiro.


Bnews
por Redação 1feed site
Publicado em 25/06/2026

A repressão ao comércio ilegal de dispositivos eletrônicos para fumar ganhou um novo capítulo nesta semana. Uma ação conjunta entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Receita Federal resultou na apreensão de mais de 25 mil vapes (cigarros eletrônicos) através da denominada "Operação Rede de Fumaça". O balanço da fiscalização aponta ainda o confisco de 107 mil maços de cigarros tradicionais de origem contrabandeada.

De acordo com o comunicado oficial emitido pela Anvisa, o principal foco do policiamento aduaneiro e sanitário é desabastecer o mercado clandestino nacional, blindando a saúde pública contra produtos que não possuem validação científica de segurança. Vale ressaltar que a venda, importação e publicidade de qualquer dispositivo eletrônico para fumar (DEFs) permanecem estritamente proibidas no Brasil.

Os perigos do cigarro eletrônico para os jovens

A agência reguladora manifestou extrema preocupação com o apelo comercial desses dispositivos junto ao público jovem. Análises de inteligência indicam que indústrias, importadores e redes de distribuição ilegal desenham táticas de marketing específicas para atrair adolescentes e jovens adultos.

Em nota oficial, os porta-vozes alertaram: "A agência reitera que os dispositivos eletrônicos para fumar representam um grave risco à saúde da população".


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Porta de entrada para o tabagismo tradicional

Outro fator alarmante defendido pelas autoridades de saúde baseia-se em dados científicos recentes. Estudos apontam que o uso de cigarros eletrônicos atua frequentemente como um catalisador para o tabagismo convencional. Dados de pesquisas indicam que indivíduos que utilizam os chamados vapes possuem chances significativamente maiores de evoluir para o consumo do cigarro de papel, se comparados a indivíduos que nunca experimentaram os aparelhos eletrônicos.

"A iniciação ao uso de produtos de tabaco convencionais, a partir do uso de cigarros eletrônicos, tem sido objeto de diversos estudos, principalmente em relação a crianças e adolescentes", destacaram os técnicos da agência.

Até o momento, os órgãos responsáveis não tornaram públicos os pontos exatos onde ocorreram as interceptações e nem o prejuízo financeiro gerado ao crime organizado com a perda das mercadorias. A ofensiva é parte de um cronograma contínuo e estratégico de fiscalização para sufocar o mercado ilícito de nicotina e derivados de tabaco no território nacional.


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