PEC da Jornada de Trabalho: Senado pode votar fim da escala 6x1 ainda neste semestre

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Aliados apontam chances reais de votação da PEC da jornada de trabalho nas próximas semanas; entenda os cenários no Congresso.

Por Redação Planalto | Atualizado em 18 de junho de 2026

O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou um novo capítulo nos bastidores de Brasília. Interlocutores próximos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), apontam que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada de trabalho ainda tem chances reais de ser deliberada em plenário antes do início do recesso parlamentar deste meio de ano.

Atualmente, o texto aguarda uma definição formal por parte da Mesa Diretora do Senado para dar seguimento ao seu rito legislativo. Apesar do aparente travamento, aliados políticos de Alcolumbre sustentam que as negociações estão em andamento e consideram precipitado dar como certa a postergação do tema para o período pós-eleitoral.

A corrida contra o tempo e o impacto nas eleições

A pressa em pautar a matéria envolve o calendário político. Fontes ligadas à cúpula do Senado ressaltam que, caso a votação não ocorra antes do recesso de julho, o cronograma pretendido pelo Palácio do Planalto será diretamente afetado. O governo federal tem pressa e almeja a implementação e a vigência das novas regras trabalhistas antes do pleito eleitoral, um movimento visto estrategicamente como positivo para o Executivo.

Possíveis alterações no texto da Câmara

Outro fator que adiciona complexidade à tramitação é a possibilidade de os senadores modificarem o mérito da proposta que veio da Câmara dos Deputados. Caso o Senado promova emendas ou revisões substanciais no projeto, o texto será obrigado a retornar à Câmara para uma nova rodada de votações entre os deputados federais, o que estenderia ainda mais o prazo para a promulgação definitiva da medida.

As próximas semanas serão decisivas para medir a temperatura política no Congresso e entender se haverá consenso para pautar a reforma da jornada de trabalho antes das férias dos parlamentares.

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