Previsão do Inverno 2026 no Brasil: El Niño trará frio recorde, temporais e ondas de calor; veja o que muda

segunda-feira, 22 de junho de 2026
Frio

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Reprodução Agência Brasil

A nova estação, iniciada neste domingo (21), promete oscilações climáticas severas, combinando geadas precoces com marcas térmicas acima da média histórica.


Bnews
por Redação 1feed site
Publicado em 22/06/2026

O inverno de 2026 teve início oficial no último domingo (21) e já coloca o Brasil em alerta para transformações meteorológicas expressivas. Embora os dias iniciais sejam marcados por uma forte onda de frio, os meses seguintes devem registrar anomalias climáticas. Analistas apontam para a ocorrência de marcas térmicas superiores à média histórica e uma reconfiguração nos índices pluviométricos de diferentes territórios nacionais.

De acordo com dados divulgados pela Climatempo, a formação recente do fenômeno El Niño passará a ditar as regras climáticas no país ao longo da temporada. O reflexo imediato disso será o aumento de tempestades nos estados do Sul e uma estiagem severa na porção extrema do Norte. Especialistas alertam ainda que o fenômeno pode se intensificar significativamente nos próximos meses.

Queda brusca de temperatura marca o início da estação 

A semana inaugural do inverno deve registrar os recordes de menores temperaturas do ano no território brasileiro. O deslocamento de uma potente massa de ar polar avançará pelo país, provocando um declínio acentuado nos termômetros das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

O ápice do frio está previsto para ocorrer entre terça-feira (23) e quinta-feira (25). No Sul, a previsão indica geadas generalizadas, marcas negativas nas áreas de maior altitude e possibilidade de neve nas regiões serranas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

O resfriamento também atingirá áreas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Já nas latitudes setentrionais, localidades como Acre, Rondônia e a porção sul do Amazonas sofrerão os impactos de um novo evento de friagem. Para o decorrer de julho, os meteorologistas preveem o ingresso de novos sistemas polares, mantendo as condições para marcas negativas no Sul e pontos isolados do Sudeste.

Clima alternado: nem todas as regiões terão frio constante

Apesar do cenário gélido inicial, o inverno de 2026 não será homogêneo. Nos estados da Região Sul e em parte do Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo), além de Mato Grosso do Sul, a tendência é que os termômetros oscilem dentro da normalidade climatológica, revezando semanas de frio rigoroso com dias de temperaturas mais amenas.


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Por outro lado, extensas faixas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste vivenciarão um inverno com marcas térmicas bem acima do habitual. Estados como Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Maranhão, Piauí e o oeste baiano estão na rota das áreas afetadas pelo calor atípico nesta época do ano.

El Niño altera o regime de chuvas e traz alertas de temporais

Tradicionalmente seco na maior parte do Brasil, o período de inverno registrará desvios consideráveis nos volumes de chuva em 2026.

No Sul, a frequência de frentes frias associada ao fortalecimento do El Niño elevará o risco de temporais frequentes. Esse padrão chuvoso acima da média também se estenderá para áreas do Sudeste e Centro-Oeste, afetando principalmente os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Setores da Região Norte, como Acre, Rondônia e o sul do Amazonas, igualmente devem registrar volumes pluviais superiores ao padrão histórico.

Em contrapartida, estados como Roraima, Amapá, além do norte do Pará e do Amazonas, enfrentarão meses de severa redução nas precipitações. No Nordeste, a estiagem característica do interior será mantida, enquanto a faixa litorânea leste poderá ter volumes de chuva abaixo do esperado para a estação.

Retorno das ondas de calor em agosto e setembro

O bloqueio atmosférico provocado pelo frio intenso do início da estação perderá força gradualmente. À medida que o El Niño ganha magnitude, o ar quente passará a predominar no país.

Os meses de agosto e setembro devem concentrar as principais anomalias térmicas positivas da estação. Especialmente no Centro-Oeste, Norte e Nordeste, o calor constante poderá desencadear novas ondas de calor persistentes, alterando o panorama final do inverno de 2026.


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