O comandante da Seleção Brasileira definiu como e quando o camisa 10 voltará aos gramados na Copa do Mundo; mudança de posicionamento e cautela médica ditam o planejamento.
O novo posicionamento de Neymar na Seleção Brasileira
Durante coletiva de imprensa oficial, Ancelotti foi direto ao analisar as valências atuais do jogador de 34 anos. O treinador italiano indicou que o tempo de Neymar como um ponta-esquerda de velocidade e dribles longos — característico de seus tempos áureos no Barcelona em 2015 — ficou no passado.
A partir de agora, a tendência é que o camisa 10 atue centralizado, desempenhando a função de falso centroavante ou segundo atacante. Nessa faixa do campo, o desgaste físico é menor, permitindo que o craque foque no que faz de melhor: passes de ruptura, inteligência tática, drible curto e arremates ao gol.
Quantos minutos Neymar vai jogar contra a Escócia?
O planejamento ideal da comissão técnica prevê a entrada de Neymar restando entre 15 e 25 minutos para o encerramento do segundo tempo. O cenário perfeito para Ancelotti é promover a substituição com a Seleção Brasileira já em vantagem no placar, diminuindo a pressão competitiva sobre o jogador.
O principal temor do departamento médico é uma nova ruptura fibrilar na panturrilha, o que comprometeria definitivamente a participação do atleta no Mundial. Com um histórico expressivo de 45 lesões e cinco procedimentos cirúrgicos ao longo da carreira, Neymar compreendeu o protocolo de transição física e aceitou o papel de reserva temporário em prol do time.
Lesão de Raphinha acelera necessidade do camisa 10
Embora a cautela seja a palavra de ordem, a urgência pelo futebol de Neymar aumentou nos bastidores da Granja Comary. Uma grave lesão muscular sofrida por Raphinha pode afastar o ponta do restante da Copa do Mundo, desfalcando o setor ofensivo brasileiro.
Para Ancelotti — que enfrentou críticas ao convocar Neymar mesmo sem o condicionamento físico ideal —, a presença do craque nas seis partidas restantes rumo ao título é considerada vital. O elenco também exigiu internamente o retorno do principal líder técnico do país.
Amanhã, os holofotes do futebol mundial estarão voltados para o gramado para acompanhar a reestreia do principal astro brasileiro, cujo talento segue incontestável, dependendo agora unicamente de sua resposta atlética.