Abalos sucessivos causam destruição massiva na capital venezuelana, deixam dezenas de mortos e disparam alertas internacionais de tsunami nas Caraíbas; governo mobiliza forças de resgate.
De acordo com dados monitorizados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os abalos ocorreram a uma profundidade superficial, o que amplificou o impacto das ondas sísmicas na superfície. O epicentro principal localizou-se próximo da zona costeira do país, fazendo com que estruturas urbanas inteiras e hotéis de vários andares sofressem danos estruturais severos ou desabassem por completo.
Vítimas e Resgate em Massa sob Estado de Emergência
Em pronunciamento oficial transmitido pela televisão estatal, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou um balanço inicial devastador que aponta para dezenas de mortos e centenas de cidadãos feridos. Perante o cenário de catástrofe, o Executivo suspendeu as atividades escolares e decretou a mobilização imediata de todas as forças de proteção civil e equipas de socorro.
"A nossa prioridade absoluta neste momento de extrema sensibilidade é salvar vidas e resgatar sobreviventes que possam estar sob os escombros", declarou a governante, apelando à união nacional.
Como medida preventiva para evitar incidentes secundários, como explosões ou incêndios de grande escala, o fornecimento de energia elétrica e as redes de distribuição de gás foram desligados nas áreas mais afetadas da capital.
Pânico e Alertas de Tsunami nas Caraíbas
O violento abalo espalhou o pânico entre a população de Caracas, que correu para as ruas em busca de áreas abertas. Testemunhas relataram cenas de caos em centros comerciais e edifícios de escritórios à medida que as paredes rachavam.
O impacto geológico do sismo cruzou fronteiras: o tremor foi sentido com clareza em várias cidades vizinhas da Colômbia e em múltiplos estados da região Norte do Brasil, onde moradores também precisaram de evacuar edifícios.
Logo após os primeiros tremores, o Sistema de Alerta de Tsunamis dos EUA chegou a emitir um aviso de perigo para regiões costeiras de Porto Rico, das Ilhas Virgens e da própria costa venezuelana, monitorizando a movimentação oceânica. As autoridades internacionais continuam a acompanhar a evolução das réplicas, que mantêm a população local sob constante vigia.