Caso ocorreu no sábado (20) em uma Unidade de Pronto Atendimento do DF; Polícia Civil investiga suposta omissão de socorro.
Demora no atendimento e falta de triagem
O caso aconteceu no sábado. Testemunhas afirmam que Vilmar buscou socorro na unidade por volta das 9h. Contudo, o óbito só foi constatado no período da tarde. Em posicionamento oficial, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), órgão responsável pela gerência da UPA, declarou que o paciente não possuía registro formal de entrada e que ele não chegou a passar pela classificação de risco (triagem).
Segundo a nota do instituto, os profissionais de saúde só foram alertados por frequentadores sobre o estado crítico de Vilmar por volta das 14h30, momento em que constataram que ele já estava sem vida.
Protesto de pacientes e intervenção policial
Indignados com a situação, as pessoas que aguardavam atendimento e os acompanhantes presentes na UPA impediram a remoção do corpo antes da chegada das autoridades competentes. A Polícia Civil compareceu ao local aproximadamente às 15h30, confirmando o falecimento da vítima na cadeira de rodas. O caso agora está sob os cuidados da 27ª Delegacia de Polícia, que apura uma possível omissão de socorro.
Governo do DF exige rigor nas investigações
Diante da repercussão do ocorrido, a governadora Celina Leão manifestou publicamente suas condolências aos familiares e amigos de Vilmar da Silva. A chefe do Executivo local informou que notificou rigidamente a Secretaria de Saúde e o IgesDF para que realizem uma auditoria minuciosa sobre a conduta da equipe médica de plantão e assegurou que todos os responsáveis por eventuais falhas assistenciais serão devidamente punidos.