Tribunal Superior Eleitoral critica campanha de Michelle Bolsonaro que convoca voluntárias para fiscalização das urnas.
De acordo com representantes da legenda, o principal objetivo do movimento é ampliar o engajamento da sociedade civil na fiscalização e na transparência do processo de votação, o que, segundo o partido, ajudaria a mitigar as desconfianças sobre o sistema eleitoral. Membros do PL reforçam que a presença ativa de colaboradores independentes valida a lisura das eleições, embora a sigla ainda defenda discussões sobre o voto impresso auditável.
Questionamento às Instituições
Por outro lado, a cúpula do Judiciário Eleitoral recebeu a campanha com ressalvas. Interlocutores do TSE avaliam que a narrativa adotada no vídeo institucional pode soar como um ataque velado à confiabilidade da Justiça Eleitoral. A visão interna é que o discurso coloca sob suspeita a conduta dos cidadãos convocados oficialmente para trabalhar no dia da votação, além de insistir em narrativas que atacam a segurança das urnas eletrônicas.
Autoridades da Corte lembraram que o recrutamento, o treinamento e a nomeação de quem atua nas seções eleitorais constituem uma competência legal restrita e exclusiva do próprio TSE e dos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) em âmbito estadual, rejeitando tentativas de partidarização da função pública de mesário.