Carlo Ancelotti garante o retorno do camisa 10 da Seleção Brasileira para minutos finais, superando drama de lesões e ceticismo.
Após a vitória diante do Haiti, o comandante italiano quebrou o protocolo e revelou o plano para o craque. Devido ao recente estiramento na panturrilha direita e à falta de ritmo de jogo, a expectativa é que Neymar atue apenas nos minutos finais da partida. Mesmo com tempo reduzido em campo, sua entrada é tratada como um evento de grande celebração para a torcida e para o elenco.
O bastidor da convocação do jogador foi marcado por forte teor dramático. Lidando com o histórico de 44 lesões musculares e cinco intervenções cirúrgicas ao longo da carreira, Neymar chegou a chorar ao lado da esposa, Bruna Biancardi, quando soube que faria parte do grupo nos Estados Unidos. Ancelotti, admirador confesso do futebol do atleta, assumiu o risco de convocá-lo machucado, contrariando suas próprias diretrizes de apenas selecionar jogadores 100% fisicamente.
Nos bastidores da concentração, o condicionamento físico do atleta vinha sendo tratado sob sigilo absoluto. Embora o atacante tenha confidenciado a personalidades como Tom Brady e Travis Scott que se sentia bem, os exames médicos ainda vetavam sua participação no jogo anterior. Agora liberado para atuar brevemente, as pessoas próximas ao jogador afirmam que ele encara este Mundial como o ápice de sua trajetória, justificando inclusive seu retorno estratégico ao Santos para focar exclusivamente na preparação física.
O elenco apoia integralmente o retorno da principal referência técnica do país nos últimos 15 anos. O zagueiro e capitão Marquinhos ressaltou que a presença de Neymar eleva o ambiente do grupo e que o time está motivado a buscar o hexacampeonato também por ele. Ciente da responsabilidade de encerrar o jejum de 24 anos sem títulos mundiais do Brasil, Neymar reiterou publicamente que vencer o torneio é o maior objetivo de sua carreira profissional.