Donald Trump ameaça destruir pontes e usinas elétricas no Irã a cada ataque a navios no Estreito de Ormuz. Tensão eleva o preço do petróleo e pressiona Washington.
Em um novo capítulo da escalada militar no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endureceu a retórica contra o regime de Teerã nesta quarta-feira. O líder norte-americano afirmou que as forças armadas dos EUA bombardearão pontes e usinas de energia no Irã para cada investida registrada contra embarcações no Estreito de Ormuz. Trump reiterou ainda que o conflito na região, cujos custos ultrapassam dezenas de bilhões de dólares, está longe de um desfecho.
A intensidade das hostilidades voltou a alarmar o mercado global de energia. O bloqueio parcial do Estreito de Ormuz — rota vital por onde trafega parcela significativa do gás e do petróleo mundial — combinado com ofensivas de grupos rebeldes aliados do Irã na Península Arábica, provocou forte alta nas cotações da commodity.
Disparada no Preço do Petróleo e Pressão Político-Econômica
O impacto econômico imediato fez o barril do petróleo tipo Brent ultrapassar a marca dos US$ 95, registrando o patamar mais alto em quase um mês e meio. O encarecimento da energia eleva a pressão interna sobre o governo americano, que enfrenta críticas crescentes pelo custo financeiro do conflito.
No Congresso dos EUA, estimativas do Pentágono apontam que as operações militares já consumiram cerca de US$ 37,5 bilhões, com solicitações orçamentárias adicionais que atingem a marca de US$ 67 bilhões. Às vésperas de disputadas eleições legislativas de meio de mandato, a condução da crise virou ponto central do debate político em Washington.
Canais Diplomáticos x Ações Militares no Campo de Batalha
Embora o tom da Casa Branca seja de rigor e dissuasão, o secretário de Estado, Marco Rubio, pontuou em encontro internacional na Ásia que os Estados Unidos permanecem abertos a um entendimento diplomático, alegando contudo a ausência de disposição efetiva do governo iraniano. Por sua vez, Teerã confirmou a manutenção de contatos indiretos via mediadores neutros.
Enquanto isso, a movimentação armada prossegue intensa na região:
Ofensivas aéreas: As Forças Armadas dos EUA realizaram incursões consecutivas contra alvos estratégicos no território iraniano para conter ameaças ao tráfego marítimo comercial.
Instalações estratégicas: Trump sugeriu que alvos em complexos subterrâneos do Irã poderão ser atingidos caso haja suspeita de avanço no programa de enriquecimento de urânio.
Respostas regionais: Teerã e seus aliados ampliaram ações e interceptações aéreas sobre regiões no Kuwait, Bahrein e Jordânia, intensificando os riscos sobre as rotas de navegação do Canal de Suez ao Golfo Pérsico.